O Tai Chi, além de ser uma arte marcial, é, acima de tudo, uma filosofia de vida. Baseia-se na filosofia Taoista que encara o Universo como um jogo de forças opostas (Yin e Yang), que se sucedem e equilibram.

Através da prática das formas de Tai Chi, o homem integra-se nesta dinâmica do Universo, pois os movimentos da forma desenrolam-se numa sucessão de posições Yin (retracção) e Yang (expansão). Os movimentos são circulares correspondendo aos ciclos da natureza e à harmonia e integração. O corpo mantém-se vertical, bem apoiado no solo, mas solto e flexível, como uma árvore que tem raízes bem fundas e não quebra nas tempestades, porque tem o tronco e os ramos flexíveis.
É nesta flexibilidade e cedência que se baseia o Tai Chi como arte marcial. O praticante de Tai Chi, bem firme mas flexível, evita o ataque de um adversário, de modo a que toda a força deste se volte contra ele próprio. Tal como dizia Lao Tse quem se dobra permanecerá inteiro e o que está bem plantado não pode ser arrancado. Contudo, tal como já disse atrás, o Tai Chi vai muito mais além da simples arte marcial. É assim que o vêm muitos chineses que o praticam logo pela manhã nos parques.
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Os movimentos das formas, na sua alternância Yin/ Yang, sucedendo-se de uma forma
harmoniosa e contínua, fazem com que o homem se integre no ritmo da natureza e se sinta a
pulsar em uníssono com o Universo. Daí a sensação de bem estar que o Tai Chi produz.
Além de funcionar como exercício físico, fortalecendo o corpo, o Tai Chi faz circular e
fluir a energia interna, desfazendo bloqueios, estimulando os orgãos internos, relaxando
o sistema nervoso e acalmando o stress. Provoca, assim, um bom equilíbrio físico e
emocional.